Se o poeta é um fingidor prefiro não me mostrar
Resguardo-me do fingir ao contrário
Trancado na minha inércia, contemplando por fora.
Toda a verborragia rasgada, as metáforas, antinomias,
Antítese, metonímias.
Palavras vãs, inúteis, que adquirem algum significado.
Na imaginação de quem quer as vê
Lula Dourado
22/07/2008
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Charlie Brown
Calo-me, ante a imagem do menino, doce e melancólico de camisa amarela e bermuda preta, com uma única mecha de cabelo a adornar a cabeça. Vivenciando suas frustrações de todos os dias, seus dramas e angústias. Mas também, calo-me pela alegria da descoberta do viver, da turma querida, da inocência de criança, que tudo intensifica, da cumplicidade do olhar, dos comentários perversos, das barreiras aparentemente intransponíveis, mas que cedem ao menor toque de afeto e carinho, mostrando-se numa primeira intimidade, seus gestos mais singelos e trejeitos reconhecidamente singulares. O que acontece quando duas crianças se conhecem? Brigam constantemente, se engalfinham, mas acabam se rendendo a brincadeira. Regozijo-me por ter feito parte da brincadeira. Obrigado por ter sido a menina sem nome, simplesmente, a ruiva.
Vou conversar com Snoop agora, ele deve estar em algum lugar aqui dentro.
Irecê, 18 de maio de 2008 19:28
Vou conversar com Snoop agora, ele deve estar em algum lugar aqui dentro.
Irecê, 18 de maio de 2008 19:28
Platonismo Virtual
O dia não mais virá
Morreu na vaga de outrora
Era uma manifestação platônica
Do desejo incontido
Anunciando, mesmo que virtualmente,
O encontro feliz e fugaz de duas almas
O dia se perdeu... Não passa de futuro do pretérito.
Viria, aconteceria, beijaria, amaria...
Resta a dor finda, incrustada no peito,
De um tempo que se foi, sem ter vindo.
Lula Dourado 20/02/2008
Morreu na vaga de outrora
Era uma manifestação platônica
Do desejo incontido
Anunciando, mesmo que virtualmente,
O encontro feliz e fugaz de duas almas
O dia se perdeu... Não passa de futuro do pretérito.
Viria, aconteceria, beijaria, amaria...
Resta a dor finda, incrustada no peito,
De um tempo que se foi, sem ter vindo.
Lula Dourado 20/02/2008
Pedro Santo
Era a primeira vez que via aquela figura
Tinha um ar triste, vago.
Olhar firme no horizonte, à contemplar a tristeza do mundo.
Toda a sua vida passava-se nos seus olhos,
A cerveja inerte, ao alcance da mão
Como um último lampejo de felicidade.
Olhar marejado, de quem perdeu algo no transcurso do tempo.
Quão melancólico fora aquela perda.
Fiquei a imaginar àquela pretérita vida,
Ante minha existência presente.
Uma angústia premente pelas perdas dos tempos idos.
De tempos que não voltarão, do passado perdido.
Oi tudo bem! Qual o seu nome?
Meu nome é Jéssica
Obrigado!
Fora muito rápido, fugaz
Troca de olhares lascivos e algumas palavras
Tímidas, ante ao olhar de terceiros...
Subtraindo o desejo incomum
Nada mais resta
Uma lembrança feliz,
De uma tarde despretensiosa, alegre.
Com certa morbidez ao final, é verdade.
Lula Dourado 31/08/2008
Tinha um ar triste, vago.
Olhar firme no horizonte, à contemplar a tristeza do mundo.
Toda a sua vida passava-se nos seus olhos,
A cerveja inerte, ao alcance da mão
Como um último lampejo de felicidade.
Olhar marejado, de quem perdeu algo no transcurso do tempo.
Quão melancólico fora aquela perda.
Fiquei a imaginar àquela pretérita vida,
Ante minha existência presente.
Uma angústia premente pelas perdas dos tempos idos.
De tempos que não voltarão, do passado perdido.
Oi tudo bem! Qual o seu nome?
Meu nome é Jéssica
Obrigado!
Fora muito rápido, fugaz
Troca de olhares lascivos e algumas palavras
Tímidas, ante ao olhar de terceiros...
Subtraindo o desejo incomum
Nada mais resta
Uma lembrança feliz,
De uma tarde despretensiosa, alegre.
Com certa morbidez ao final, é verdade.
Lula Dourado 31/08/2008
Coisas da minha terra
É noticia corrente que algumas pessoas do povoado de Belo Campo terão que aturar ou “comer na mão” de determinado grupo que logrou ter chegado ao poder nessa última campanha eleitoral, mais precisamente, para o cargo de vereador. O curioso é que a palavra aturar e a expressão “comer na mão”, implicam uma situação de imposição, um sentido negativo, como se alguém lhe impusesse algo desagradável, a que você não pudesse safar-se, sendo portanto, obrigado a suportar ou aturar como dizem. Colocando isso dentro do plano político surgem duas interpretações que de um lado concorda com o tal dizer, mas não de todo, e outra que gera uma contradição ou mesmo uma sentença às avessas. Explico. Dentro de certos favoritismos políticos, realmente um grupo terá que sair para dar a vez a outro, entenda-se favoritismos como os chamados cargos de confiança, passando para o populacho, emprego mesmo. Que são corriqueiros nas trocas políticas, embora não concorde. Numa câmara de vereadores como são as de America Dourado e Lapão, existem representantes de vários lugarejos. Um vereador somente, não teria a primazia sobre todos os cargos de confiança disponíveis na máquina pública. Ou seja, até mesmo aqueles que estavam do lado do “vencedor”, sairão perdendo. Isso implica raciocinar que, a grande maioria ficaria de fora do jogo das cadeiras ou empregos, então a palavra aturar e a expressão “comer na mão” se aplicam a uns poucos. Então, como ficam os que não são contemplados, aturando também? Mas resta ainda o mandato, o cargo, que dura aí quatro anos. Virá daí o aturar? Bom, embora escolhido por uma parcela, indistintamente governará para todos. E se o referido grupo ainda sim, colocar-se no pedestal de arrogância e dizer-se dono do lugar, impondo e bravejando para todos que terão que atura-los, incorrerão numa contradição. É que dentro do meu pequeno entendimento de política, um vereador se candidata por que se preocupa com o bem estar de todos, viabilizando obras para o lugar a que pretendeu defender e beneficiar. Portanto, quando o grupo fala que teremos que aturar, eu me pergunto se propositalmente ele fará um mandato ruim, forçando-nos realmente a ter que aturar, na acepção mesmo da palavra. Mas se o contrário ocorrer, ou seja, se obras vierem para Belo Campo, não sei se a palavra a ser usada é aturar, mas regozijar-se, esbaldar, maravilhar-se, e por que não, gostar.
Lula Dourado 06/10/2008
Lula Dourado 06/10/2008
Tempo
Tenacidade.
Tudo tende a tornar-se tenebroso
Tantas tentativas tortas,
Tortuosos traços translúcidos,
Tiragem televisiva tosca,
Ter tudo a termo no tempo transcorrido.
Tenras transas...trépidas,
Tungidas de teu tudo tão tacanho.
Teme o tempo que te tranca,
Tens tudo a teu talante
Tormenta terrível...
Tome tento que o tempo não há de tardar,
Tange de ti tamanho torpor,
Traze teu trabalho como a um titã e,
Terás (em)tão teu taco na Terra.
Lula Dourado
08/08/2007
Tudo tende a tornar-se tenebroso
Tantas tentativas tortas,
Tortuosos traços translúcidos,
Tiragem televisiva tosca,
Ter tudo a termo no tempo transcorrido.
Tenras transas...trépidas,
Tungidas de teu tudo tão tacanho.
Teme o tempo que te tranca,
Tens tudo a teu talante
Tormenta terrível...
Tome tento que o tempo não há de tardar,
Tange de ti tamanho torpor,
Traze teu trabalho como a um titã e,
Terás (em)tão teu taco na Terra.
Lula Dourado
08/08/2007
Não escrevas! Não escrevas!
Já te disse, estais à perder teu tempo
Bem sabes como ele é implacável
Amanhã não te martirizes
Quando da passagem das estações
Olhares para trás e não veres nada
O absoluto vazio a ti fazer companhia
Os jogos fantasiosos e perigosos da imaginação
A inventar um mundo que não existiu para ti
E dirão: “Vejam, vejam, lá vai o esquizofrênico”
E tu quererás rir, mas teus fantasmas te reprimirão...
Uma algazarra de demônios insurgirão contra tu.
Segue o conselho dessa já tão madura consciência
E faz teu tempo valer à pena,
Segue teu caminho a passos firmes
E controla os teus demônios
Não os expulse como fez Jesus
De certo que ainda terão alguma serventia.
Lula Dourado 21/09/2008
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